
A constipação intestinal, popularmente conhecida como prisão de ventre, é uma das queixas gastrointestinais mais frequentes na prática clínica. Apesar de muitas vezes ser subestimada, pode impactar significativamente a qualidade de vida e estar associada a distensão abdominal, dor, desconforto e alterações importantes na rotina.
Segundo dados da American Gastroenterological Association (AGA), a constipação afeta cerca de 15% da população mundial, sendo mais comum em mulheres e idosos.
Embora evacuar menos vezes por semana seja um critério clássico, constipação não se resume apenas à frequência das evacuações — envolve também esforço excessivo, fezes ressecadas e sensação de evacuação incompleta.
A constipação é caracterizada por dificuldade persistente para evacuar, geralmente acompanhada de:
Menos de três evacuações por semana
Fezes endurecidas ou fragmentadas
Esforço excessivo para evacuar
Sensação de evacuação incompleta
Necessidade de manobras para auxiliar a evacuação
Os critérios de Roma IV são amplamente utilizados para definir constipação funcional na prática médica.
É importante destacar que o padrão intestinal varia entre indivíduos. Algumas pessoas evacuam diariamente, outras em dias alternados — e ambos podem ser considerados normais se não houver desconforto associado.
Os sintomas mais frequentes incluem:
Evacuação infrequente
Fezes secas e endurecidas
Distensão abdominal
Dor abdominal
Sensação de bloqueio anal
Gases excessivos
Náuseas (em casos mais intensos)
A Cleveland Clinic destaca que a constipação crônica pode estar associada também a fadiga e desconforto persistente.
A constipação pode ter diversas causas, sendo dividida em funcional (sem causa estrutural identificável) ou secundária (associada a outras condições).
Dietas pobres em fibras reduzem o volume fecal e dificultam o trânsito intestinal.
A hidratação inadequada contribui para fezes mais ressecadas.
A atividade física estimula a motilidade intestinal.
Trânsito intestinal lento é uma causa comum de constipação crônica.
Opioides, antidepressivos, suplementos de ferro e alguns antiácidos podem causar constipação.
Hipotireoidismo, diabetes, doenças neurológicas e Síndrome do Intestino Irritável (SII) com predomínio de constipação estão entre as causas possíveis.
Estudos publicados no Gastroenterology Journal reforçam que a constipação funcional está frequentemente relacionada a alterações da motilidade e da coordenação do assoalho pélvico.
| Característica | Constipação ocasional | Constipação crônica |
|---|---|---|
| Duração | Dias ou semanas | ≥ 3 meses |
| Frequência | Eventual | Persistente |
| Impacto na qualidade de vida | Leve | Significativo |
| Necessidade de avaliação médica | Raramente | Recomendada |
Constipação crônica deve sempre ser investigada quando persistente ou associada a sintomas de alarme.
É fundamental procurar avaliação médica quando houver:
Sangramento nas fezes
Perda de peso inexplicada
Anemia
Dor abdominal intensa
Início recente de constipação após os 50 anos
Histórico familiar de câncer colorretal
Diretrizes internacionais reforçam que esses sinais exigem investigação complementar.
O diagnóstico é, na maioria dos casos, clínico, baseado na história detalhada e nos critérios de Roma IV.
Exames podem ser solicitados conforme a necessidade:
Exames laboratoriais
Colonoscopia (em casos indicados)
Estudo do tempo de trânsito intestinal
Avaliação do assoalho pélvico
A investigação individualizada permite diferenciar constipação funcional de causas estruturais ou metabólicas.
O tratamento depende da causa e deve ser personalizado.
Aumento gradual da ingestão de fibras (solúveis e insolúveis) pode melhorar o volume e a consistência das fezes.
Entretanto, em alguns casos, excesso de fibra pode piorar a distensão — por isso, a orientação individualizada é essencial.
Manter ingestão hídrica adequada auxilia na formação de fezes mais macias.
Exercícios regulares estimulam o trânsito intestinal.
Pode incluir:
Laxativos osmóticos
Laxativos formadores de bolo fecal
Agentes estimulantes (em casos específicos)
Medicamentos moduladores da motilidade
O uso deve ser sempre orientado por profissional de saúde.
Indicado quando há disfunção do assoalho pélvico.
Em muitos casos, sim.
Quando associada a fatores modificáveis (alimentação, sedentarismo, medicamentos), é possível alcançar resolução completa.
Nos casos crônicos funcionais, o objetivo é controle adequado dos sintomas e melhora da qualidade de vida.
A abordagem individualizada reduz recidivas e evita complicações como hemorroidas, fissuras anais e impactação fecal.
É importante buscar avaliação quando houver:
Constipação persistente
Dependência frequente de laxativos
Dor abdominal recorrente
Distensão abdominal significativa
Sintomas associados de alarme
A avaliação especializada permite identificar a causa correta e definir o tratamento mais adequado.
A constipação intestinal é uma condição comum, mas que não deve ser normalizada quando frequente ou persistente. O diagnóstico adequado e o tratamento baseado em evidência científica são fundamentais para restaurar o conforto intestinal e prevenir complicações.
Se você apresenta sintomas de prisão de ventre recorrente ou desconforto intestinal, agende uma consulta com a Dra. Rafaela Dassoler para uma avaliação completa e definição de um plano terapêutico individualizado.
Agende sua consulta através do WhatsApp clicando no botão abaixo.
INFORME LEGAL: “As informações contidas em nossa homepage têm carater informativo e educacional. O seu conteúdo jamais deverá ser utilizado para autodiagnóstico, autotratamento e automedicação. Em caso de dúvida, o profissional médico deverá ser consultado, pois, somente ele está habilitado para praticar ato médico, conforme recomendação do Conselho Federal de Medicina”.
Copyright © 2025 Dra. Rafaela Dassoler
Criado por Findcom