
SIBO e IMO estão entre as causas mais subdiagnosticadas de sintomas gastrointestinais persistentes, como distensão abdominal, gases, dor, diarreia ou constipação. Apesar de relacionados, não são a mesma condição — e compreender essa diferença é fundamental para um tratamento eficaz.
Ambos envolvem alterações na microbiota intestinal e podem impactar significativamente a qualidade de vida quando não reconhecidos adequadamente.
SIBO é a sigla para Small Intestinal Bacterial Overgrowth, ou supercrescimento bacteriano no intestino delgado.
Trata-se de uma condição em que bactérias — normalmente restritas ao intestino grosso — passam a proliferar de forma excessiva no intestino delgado.
Esse desequilíbrio interfere na digestão e absorção de nutrientes e aumenta a fermentação intestinal, levando à produção excessiva de gases, conforme descrito em revisões do National Institutes of Health (NIH).
IMO significa Intestinal Methanogen Overgrowth — ou supercrescimento de microrganismos produtores de metano.
Diferente do SIBO clássico, o IMO não é causado por bactérias, mas por arqueias metanogênicas, principalmente Methanobrevibacter smithii.
Segundo estudos publicados no Gastroenterology Journal (Gastro Journal), o metano está diretamente associado à redução da motilidade intestinal, sendo fortemente relacionado à constipação crônica.
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Característica |
SIBO |
IMO |
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Tipo de microrganismo |
Bactérias |
Arqueias |
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Gás predominante |
Hidrogênio |
Metano |
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Sintomas mais comuns |
Diarreia, distensão |
Constipação, distensão |
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Motilidade intestinal |
Aumentada ou irregular |
Reduzida |
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Tratamento |
Antibiótico direcionado |
Combinação terapêutica |
Apesar das diferenças, ambos podem coexistir, tornando o diagnóstico ainda mais importante.
Os sintomas variam conforme o tipo predominante, mas incluem:
Diretrizes da American Gastroenterological Association reforçam que sintomas isolados não confirmam o diagnóstico (AGA).
Diversos fatores aumentam o risco de supercrescimento microbiano:
O trânsito intestinal lento favorece a proliferação bacteriana. Revisões clínicas da Wiley destacam essa associação (Wiley).
Inibidores de bomba de prótons, opioides e alguns antidepressivos podem alterar o ambiente intestinal (Cleveland Clinic).
Procedimentos que alteram a anatomia do trato digestivo aumentam o risco de estase intestinal.
Síndrome do Intestino Irritável, doença celíaca e DII estão associadas a maior prevalência de SIBO (ScienceDirect).
Desequilíbrios da microbiota contribuem para a proliferação inadequada de microrganismos (Nature).
O principal exame é o teste respiratório, que mede a produção de hidrogênio e metano após ingestão de substratos específicos.
Ensaios clínicos apontam que o teste respiratório é uma ferramenta útil quando bem indicado e corretamente interpretado (PubMed).
Outros exames podem ser solicitados para investigação de causas associadas.
O tratamento deve ser individualizado e pode incluir:
Antibióticos específicos são utilizados para reduzir o supercrescimento. No IMO, muitas vezes é necessária combinação terapêutica.
Protocolos como dieta Low FODMAP podem reduzir sintomas, conforme estudos da Monash University (Monash). Entretanto, cada caso e seguimento necessitam indiscutivelmente de uma avaliação personalizada antes da prescrição dessa dieta, pois é feita por curto período de tempo.
Medidas para melhorar o trânsito intestinal são fundamentais para evitar recidivas.
Prebióticos podem ser utilizados como critério clínico.
Em muitos casos, sim.
Quando a causa de base é identificada e tratada, é possível alcançar controle completo ou melhora significativa dos sintomas. Em condições crônicas, o objetivo é manter estabilidade e prevenir recidivas.
Se mesmo após avaliações e tratamentos os sintomas persistirem, é essencial reavaliar o diagnóstico e a estratégia terapêutica com acompanhamento especializado.
SIBO e IMO devem ser investigados quando há:
A avaliação especializada permite definir exames adequados e tratamento direcionado.
SIBO e IMO são condições que podem impactar significativamente a qualidade de vida quando não diagnosticadas e tratadas corretamente. A persistência de sintomas como distensão abdominal, dor, gases, diarreia ou constipação não deve ser normalizada. Se você apresenta esses sintomas ou suspeita de SIBO ou IMO, agende uma consulta com a Dra. Rafaela Dassoler para uma avaliação completa, definição dos exames necessários e um plano de tratamento individualizado, baseado em evidência científica.
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